ONU diz que barreira de reator nuclear pode estar avariada; Japão admite risco da radiação à saúde

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) afirmou nesta terça-feira que a câmara de contenção primária do reator nuclear 2 do complexo de Fukushima Daiichi, no Japão, pode estar danificada.

A explosão registrada dentro do reator nesta segunda-feira "pode ter afetado a integridade de sua câmara primária de contenção", disse a agência, em comunicado, sem dar mais detalhes.

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A explosão ocorreu perto de uma piscina de supressão, que remove calor debaixo de um reservatório do reator, afirmou a proprietária da usina, a Tokyo Electric Power Co. Não há relatos de feridos, mas funcionários foram temporariamente removidos do local.

Autoridades afirmaram que níveis de radiação no complexo estavam dentro de limites considerados seguros, e cientistas internacionais disseram que, enquanto há sérios perigos, há um pequeno risco de uma catástrofe como a explosão ocorrida em 1986 em Tchernobil, na Ucrânia, onde não havia tanques de contenção para segurar a radiação.

Nesta segunda, o governo japonês havia informado que a situação no reator 2 do complexo era instável. As varetas de combustível deste reator passaram 140 minutos completamente expostas, segundo a Tokyo Electric Power Co.

A operadora conseguiu elevar novamente o nível da água, utilizada para resfriar o combustível nuclear, até metade da altura das varetas. Mas o secretário-geral do gabinete japonês, Yukio Edano, disse ser "muito provável que isto [o derretimento das varetas] esteja acontecendo".

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