Transporte público é usado por traficantes internacionais em SP

Imigrantes passam despercebidos com malas carregadas de cocaína



O transporte público de São Paulo está sendo usado por traficantes internacionais. Pelo metrô, africanos, principalmente da Nigéria, passam despercebidos com malas cheias de cocaína. Em seis meses de investigação, 16 pessoas foram presas e mais de 200 kg de cocaína apreendidos. A droga, segundo a polícia, iria abastecer a zona leste de São Paulo.

De acordo com a polícia, os traficantes aproveitam os vagões lotados e seguem até a zona leste da capital. A polícia identificou que as estações mais usadas pelos traficantes para a entrega da droga são a Artur Alvim e a Dom Pedro II.

Segundo as investigações, os estrangeiros conversam sempre usando dialetos e se concentram na região central de São Paulo. Para a polícia, é uma forma de disfarçar encontros dos criminosos em um esquema de tráfico de cocaína. De acordo com os agentes,  os africanos envolvidos no crime, discretamente, se tornaram fornecedores de cocaína para traficantes brasileiros.
Não é a primeira vez que os nigerianos que circulam pelo centro são investigados por tráfico internacional. Eles já eram suspeitos de aliciar pessoas para transportar drogas para a Europa. A abordagem era feita na calçada e chamava tanto a atenção que a polícia começou uma operação.
Em dezembro de 2007, a polícia descobriu uma central telefônica clandestina, controlada por imigrantes ilegais. No local, havia cocaína e oito pessoas foram presas. Dois meses depois, quase 300 imigrantes de dez países africanos foram presos em duas operações da polícia.
De acordo com as investigações, nigerianos encomendam a droga de bolivianos e peruanos, que a trazem para São Paulo. Os africanos a revendem diretamente para traficantes da capital. Dessa forma, os brasileiros cuidam apenas das vendas aos usuários, com menor risco de serem descobertos pela polícia.
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